Ricardo Noblat fala sobre Jornalismo Digital
O jornalista fala para estudantes sobre o jornalismo através de blogs
No último dia 11 de agosto, o jornalista Ricardo Noblat foi entrevistado no auditório Phoenix na Universidade Fumec. A entrevista faz parte de um projeto chamado “Jogo de Idéias” que é comandado pelo também jornalista Claudiney Ferreira e com mediação de Guilherme Kujausky, que é editor da revista Cibercultura.
Em um papo pouco formal, Ricardo Noblat que é um pernambucano, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, fala um pouco sobre seu livro “O que é ser Jornalista”, o mercado de trabalho, a era digital do jornalismo, e os vários tipos de comunicação.
Noblat que já trabalhou em vários jornais impressos, como Jornal do Brasil, Veja, Correio Brasiliense, até começar a fazer jornalismo digital. Em 2004, ele fez seu blog na internet, no jornal “O Dia” no Rio de Janeiro. A princípio não dava muita importância a sua página, até o medidor de audiência apontar números altissimos de visitações por dia.
Depois disso, Noblat tem o blog jornalistico mais visitado no Brasil, são mais ou menos 14 mil visitas por dia, e de 10 a 12 notícias postadas em um único dia.
“O blog necessita de informação instantânea, o blog é muito rádio”, disse Noblat.
As notícias de um blog podem sair da própria internet, mas como um bom repórter, ele colhe notícias na rua, e também recebe informações por telefones. As principais matérias postadas no blog são dos bastidores de Brasília e a explicação da política, que segundo ele, explicada por um bom jornalista ela se torna fascinante.
Noblat ainda ressalta que nos Estados Unidos existem ideologias, os liberais, os conservadores, de direita ou de esquerda, mas no Brasil qualquer pessoa pode produzir conteúdo, é uma questão de reserva de talento e não de mercado.
Quanto a mídia impressa, Noblat acha que irá acabar, mas sim passar por uma grande transformação, que passa pela mudança da forma.
E para finalizar a entrevista, o jornalista contou como foi a experiência que teve no tempo que ficou na Angola, e que é muito importante viver outra cultura. E ainda deu um toque aos novos jornalistas: “O compromisso do jornalista é com a sociedade, é ela quem paga o seu salário.”
Fabiana Caldeira